domingo, 20 de outubro de 2013

Após debate em sala fechada, grupo de Cid Gomes decide filiação ao Pros         



O governador do Ceará, Cid Gomes, e o grupo político que ele lidera confirmaram na noite desta terça-feira (1º) que irão para o recém-fundado Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Eles haviam deixado o PSB na semana passada. 
 
"Todos iremos para o PROS. Amanhã mesmo vamos assinar a ficha de filiação, aqui em Fortaleza. O desafio do novo partido é tentar com muita humildade a nossa marca de governar", disse Cid Gomes, após a decisão. Entre os políticos que saíram do PSB para o PROS no Ceará estão nove deputados estaduais, quatro deputados federais, 38 prefeitos e cerca de 300 vereadores.
 
Houve uma votação para decidir se o grupo iria ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) ou para o PROS, siglas interessadas na filiação do grupo. Nos bastidores, aliados políticos de Cid Gomes afirmaram que a decisão de se filiar ao Partido Republicano já estava decidida desde a semana passada. De 22 pessoas que colocaram o voto na plenária, 21 defenderam o PROS, e uma apoiou a ida ao PDT.
 
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Zezinho Albuquerque, discursou em favor da filiação ao PROS. "PROS é um partido que podemos chamar de nosso. Seria apoiar a Dilma em 2014 e, então, o candidato Ciro Gomes em 2018", disse. Nesse momento, a maioria dos militantes presentes aplaudiram a fala.
 
Já o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, durante a reunião, relatou a conversa que teve com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. "O PDT está em situação difícil por conta da criação do Solidariedade. O Lupi afirmou que a ida do Ciro e do Cid seria uma honra muito grande", relatou.
 
Saída do PSB
O governador do Ceará afirmou que deixou o partido para apoiar Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Como o PSB deve lançar a candidatura de Eduardo Campos, o grupo do PSB no Ceará foi pressionado a apoiar o governador pernambucano ou deixar o partido. Cid Gomes chegou a dizer que sua saída do partido foi uma "expulsão moral".
 
Além do PROS, Cid recebeu convite para fazer parte do PDT, PP, PC do B e PSD. O PROS teve criação confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 24 de setembro. Por ser um partido recém-criado, o ingresso de políticos na legenda facilita a regularização da situação do grupo de Cid Gomes.
 
A sigla PROS
No site do partido, o PROS afirma que tem como principal bandeira a redução de impostos. "A reforma tributária é um tema altamente complexo, portanto, precisamos tratar o problema por etapas, com segurança, perspicácia e inovação. O PROS surge não com soluções mágicas ou miraculosas que resolvam tudo de uma vez, mas sim com aquilo que sempre faltou para implantação de boas soluções no Brasil: vontade política", afirma o partido.
 
O partido tem como presidente Eurípedes Júnior, ex-vereador de Goiás. No Ceará, a sigla será presidida pelo chefe de gabinete de Cid Gomes, Danilo Gurgel Serpa.
 
A aliança do PROS no Ceará irá apoiar a candidatura de Dilma Rousseff em 2014. Sobre a possibilidade de dividir o palanque na campanha com Luzianne Lins, desafeto político de Cid Gomes disse que "nunca teve problema pessoal" com a ex-prefeita de Fortaleza.
 
O atual secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes, desconversou a possibilidade de uma candidatura à presidência daqui a cinco anos e defendeu o apoio à presidente Dilma. "Em 2018, daqui para lá, morre o boi e quem o tange. A nossa tarefa agora é afirmar o rumo estratégico da nossa militância no caso do Brasil porque as pessoas valem na política pelo o que são e pelo o que negam. A Dilma vale pelo o que é, mas ela tem muitas contradições. Mas nenhuma dessas contradições nos fazem equivocados de perceber que ela vale muito pelo o que ela nega. Contra ela, tem se movimentado projetos pessoais, oportunitas e vazios".
 
Prazo para mudanças
O prazo para quem pretende concorrer nas eleições do ano que vem trocar de partido ou se filiar a uma nova legenda termina no dia 5 de outubro. As listas com os nomes dos filiados serão entregues pelos partidos ao TSE em 14 de outubro.
 
 
Da redação
Fonte: G1



sábado, 19 de outubro de 2013

Com Ciro e Cid, sigla fala em disputar o Planalto em 2018

Com Ciro e Cid, sigla fala em disputar o Planalto em 2018          
O PROS, partido recém-criado, foi escolhido para ser o destino do grupo político dos irmãos Cid e Ciro Gomes, que deixou o PSB em discordância com o projeto presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O anúncio foi feito na noite de anteontem pelo governador do Ceará, Cid Gomes, durante encontro em Fortaleza no qual Ciro foi lançado pelos apoiadores para a disputa pelo Palácio do Planalto em 2018.
 
"O que nós temos é que cuidar bem agora", desconversou Ciro. "E agora é que está em jogo o destino do Brasil e o destino do Ceará. E a isso eu vou me dedicar com a peixeira nos dentes. Porque não vamos permitir que a liderança que o Ceará conquistou no País - e isso tem se traduzido em coisas importantes para o nosso povo - vá cair na planície da politicagem."
 
O ex-ministro da Integração Nacional disse que não haverá problemas em apoiar a futura candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014 apesar da relação tensa que seu grupo político mantém com a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT).
 
"Não há nenhum problema. Porque se nós torcemos e queremos a vitória da Dilma, queremos que todo mundo apoie a Dilma. A Luizianne é nada mais nada menos do que correligionária da presidenta Dilma. Nós temos desavenças locais aqui e vamos tanger a coisa, pois queremos muito que não só a Luizianne, mas que todo mundo apoie a Dilma", afirmou.
 
"Somos agora PROS e vamos para a luta", conclamou Cid, que deu a presidência do diretório estadual do partido a seu chefe de gabinete, Danilo Serpa.
 
Maior legenda. No Ceará, o novo partido nasce como o maior do Estado. Ganha de uma vez só um governador (Cid Gomes), um vice-governador (Domingos Filho), o prefeito de Fortaleza (Roberto Cláudio), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Albuquerque, oito deputados estaduais, cinco deputados federais, além de 37 prefeitos, 287 vereadores e centenas de lideranças nos 184 municípios do Estado. O partido ocupa também a Secretaria Estadual de Saúde, cujo titular é Ciro Gomes.
 
Ontem, cerca 250 ex-filiados ao PSB assinaram a ficha de filiação ao PROS em um escritório improvisado num shopping da capital cearense.
 
Da redação
Fonte: Estadão
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domingo, 13 de outubro de 2013

Ciro Gomes dá 'palpite' de que Campos prometeu a Marina que ela seria candidata

AGUIRRE TALENTO
ENVIADO ESPECIAL A SOBRAL (CE)

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O ex-ministro Ciro Gomes (Pros), atual secretário de Saúde do Ceará, afirmou que seu ex-colega de partido, Eduardo Campos (PSB), "prometeu" à ex-senadora Marina Silva (PSB) que ela seria candidata, como forma de convencê-la a se filiar à legenda.

Dizendo se tratar de um "palpite para a História julgar se tem fundamento ou não", o ex-ministro disse que a afirmação do PSB de que o governador de Pernambuco seria o cabeça da chapa, com Marina como vice, é só "retórica".

"Eduardo, ao trazê-la, prometeu para ela [Marina] que ela seria candidata e pediu a ela uma retórica para ter um tempo de discutir com os companheiros essa transição", afirmou Ciro, após vistoria no hospital de Sobral no sábado (12).

Segundo ele, com a atual exposição que Campos está tendo, ele deverá crescer nas pesquisas. "Se esse crescimento for substantivo, ele engana Marina e deixa ela na curva. Isso é bem do comportamento do Eduardo, que não tem nenhum escrúpulo. Se não [crescer], ele vai com a Marina de candidata a presidente, que é o que no fim eu acho que vai acontecer", disse.

Ciro e seu irmão, o governador Cid Gomes (Pros), romperam com Campos e saíram do PSB por não concordar com a candidatura presidencial do pernambucano. Eles defendem o apoio à reeleição da presidente Dilma.

Para o ex-ministro, "não dá" para colar a imagem de novas práticas políticas a Campos. "Herdou a capitania hereditária do avô, vai posar de novo?", ironizou Ciro. Campos é neto de Miguel Arraes (1916-2005), ex-governador de Pernambuco e ex-presidente do PSB, partido que hoje comanda.

Ainda assim, Ciro afirmou que a presidente Dilma "vai ter que abrir o olho" para enfrentar a dupla Campos-Marina.

"Eles não podem ser enfrentados com trivialidades, tipo essa despolitização de dizer que não vota no PSDB porque é a volta ao passado, a satanização da privatização", analisou. "Com eles não. Eles estiveram juntos conosco na fundação desse projeto, ambos foram meus colegas ministros no governo Lula", completou.

O jornalista viajou a convite da Secretaria de Saúde do Estado.