quarta-feira, 2 de junho de 2010

Aécio Neves: "Tasso é o melhor vice" para Serra


HOJE EM DIA

Ex-governador afirma que senador cearense complementa a chapa por saber falar sem rodeios

Girleno Alencar
Aécio

Ex-governador Aécio Neves discursa durante evento realizado em Janaúba, no Norte de Minas

Um dia depois de sugerir o nome do ex-governador Itamar Franco (PPS) para a composição da chapa presidencial de José Serra (PSDB), o ex-governador mineiro Aécio Neves disse que o tucano Tasso Jereissati (CE) seria a melhor oposição porque “complementa Serra”. Em entrevista à revista Época, Aécio reafirmou sua decisão de disputar o Senado nas eleições deste ano.



“Tasso (Jereissati) é hoje o melhor vice para o Serra, é o nome mais sólido, não só por ser do Ceará, no Nordeste, uma região onde o PT tem fortes aliados, mas por falar o que pensa sem rodeios. É uma questão de personalidade. Nós precisamos, no PSDB, de um vice que tenha, como o Tasso, grande capacidade de comunicação. Ele complementa o Serra, os dois são muito diferentes.”



Destacando que acaba de chegar ao Brasil de uma viagem romântica pela Toscana e Costa Amalfitana, na Itália, com a namorada, na entrevista Aécio se declarou “desempregado” pela primeira vez na vida, desde os 27 anos, quando foi eleito pela primeira vez deputado federal.



Candidato ao Senado e empenhado em eleger seu candidato ao governo de Minas, Aécio continua sob pressão do PSDB para dar mais musculatura à candidatura presidencial do colega tucano, principalmente depois que as pesquisas de intenção de voto registram queda no desempenho de Serra.



Aécio lembrou que sempre defendeu uma ampla aliança para dar sustentação à candidatura presidencial do PSDB e avaliou que “mais quatro anos de PT seriam uma perspectiva ruim para o país”.



“Hoje, estou convencido de que minha candidatura a vice criaria um fato político momentâneo, e positivo, mas isso ia durar uns 15 dias. Agora vem a Copa do Mundo, e ninguém fala mais em política. E, na próxima pesquisa, veríamos que não mudou nada. A gente enfraqueceria nossa retaguarda em Minas, onde sei que posso dar uma contribuição para o Serra, apoiando o Anastasia”, avaliou Aécio. “ Claro que, se alguém me demonstrasse que minha candidatura a vice seria bombástica, decisiva, aí sim poderia ser diferente”, emendou.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Analistas divergem sobre beneficiado pela saída de Ciro da campanha


Do UOL Eleições
Em São Paulo

A saída de Ciro Gomes (PSB) da disputa pela Presidência da República, que deve ser oficializada pelo partido nesta terça-feira, levanta a questão de para onde devem ir os votos do deputado federal pelo Ceará. Cientistas políticos ouvidos pelo UOL Eleições divergem na questão.

Para José Álvaro Moisés, professor titular do Departamento de Ciência Política da USP (Universidade de São Paulo), com a saída de Ciro quem deve ser beneficiado é o ex-governador de São Paulo e pré-candidato José Serra. Segundo Moisés, as pesquisas mostram que o eleitor de Ciro tem mais escolaridade e está nas capitais e nesse ambiente Serra leva vantagem. “Um eleitor de Ciro é mais sofisticado”, disse.

O cientista político da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas) Cláudio Couto acredita que um candidato mais conhecido, como Serra, pode se beneficiar com a saída de Ciro da corrida presidencial apenas em um primeiro momento, mas que isso acaba sendo neutralizado. “Tem um efeito neutro na campanha, ainda que as pesquisas mostrem que a ausência de Ciro beneficia Serra. Creio que isso tende a se diluir na medida em que a Dilma se torne mais conhecida”, afirmou.

Futuro político
Couto avalia que não há como saber o que Ciro Gomes fará a curto prazo. “Pode ser um franco-atirador, se continuar destilando a mágoa”, disse, referindo-se às críticas do pessebista a Lula e Dilma em entrevistas na internet e na TV. “A longo prazo, [vai haver] um isolamento. Vai ficar restrito ao ambiente regional”, disse.

Moisés vê a mesma situação, onde Ciro ficaria em posição de apoiador no Ceará das candidaturas à reeleição do irmão Cid Gomes ao governo e de seu padrinho político Tasso Jereissati (PSDB) ao senado. Ele deve apoiar ainda a eleição para a Câmara dos Deputados da ex-mulher Patrícia Saboya (PDT-CE). “É difícil saber o que ele vai fazer em relação à corrida presidencial”, afirmou.

Estratégia do PSB
Segundo Couto, a saída de Ciro é uma tentativa do PSB de estar entre os partidos preferenciais do PT na coligação. “[É uma] tentativa de figurar como o terceiro ou quarto partido da coligação e contar com cargos nos ministérios”, disse.

O sacrifício da candidatura própria do PSB foi uma jogada do partido para se fortalecer nas disputas estaduais. “O PSB buscou acordos com o PT em alguns Estados”, afirmou.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dilma chega ao Ceará e se exibe no 'quintal' de Ciro




CVF/Divulgação

Rodeada por 'petês', Dilma recebe título de Cidadão de Fortaleza



A presidenciável petista Dilma Rousseff desembarcou na noite passada em Fortaleza (CE).



Foi exibir sua candidatura na base eleitoral de Ciro Gomes (PSB), que tenta se viabilizar como candidato, sob oposição do PT.



Logo cedo, o senador tucano Tasso Jereissati tratou de enfiar o dedo na ferida. Classificou a incursão da candidata de Lula como uma “afronta” a Ciro, seu amigo.



Tasso lembrou que Ciro está em Fortaleza. E disse que o PT poderia ter tido a delicadeza de esperar pela definição do quadro de presidenciáveis.



A peregrinação cearense de Dilma foi precedida de intenso debate interno. Cogitou-se inclusive marcar uma reunião da candidata com o pseudoaliado Ciro.



A idéia foi logo abandonada. Concluiu-se que Ciro poderia rejeitar o convite. Optou-se por evitar o constrangimento.



Um integrante da cúpula do PT disse ao blog que, em respeito a Ciro, a agenda de Dilma no Ceará sofreu alterações.



Afirmou que foram cancelados os eventos públicos. Por exemplo: um deslocamento à cidade de Juazeiro do Norte e uma caminhada pelo Centro de Fortaleza.



Trata-se de meia-verdade. A agenda foi ajustada menos por deferência a Ciro e mais por receio de que a campanha a céu aberto pudesse resultar em punição da Justiça Eleitoral.



Reza a lei que a campanha só começa em julho. Por isso o petismo decidiu restringir a participação de Dilma a dois eventos fechados.



Nesta terça (13), a candidata almoça com empresários cearenses. Na noite passada, foi festejada na Câmara de Vereadores de Fortaleza.



Dilma recebeu o título de cidadã honorária da capital cearense. Foi saudada como “memorável mulher”.



Deve-se a homenagem a uma proposta do vereador petista Acrísio Sena. Em discurso, ele cuidou de vincular Dilma a mulheres notáveis do Ceará.



Entre elas personalidades tão distintas quanto a escritora Raquel de Queiroz e a prefeita petista de Fortaleza, Luizianne Lins, que prestigiou a sessão.



Acrísio disse que “Fortaleza é uma cidade de guerreiras”. Para ele, Dilma também é uma guerreira. A guerreira do PAC, que enviou verbas para a cidade.



Presidente da Câmara, o vereador Salmito Filho, também do PT, disse que a concessão do título representa o reconhecimento à "luta" de Dilma.



Que luta? Por “um país mais justo, libertário e democrata”. Ao agradecer, Dilma injetou Lula na cerimônia.



Lulodependente, a candidata do PT disse que seu cabo eleitoral governa o Brasil com um “olhar nordestino”.



Além do PAC, mencionado pelo vereador Acrísio, Dilma citou o “Luz para Todos” e outro pilar de sua plataforma: o Bolsa Família, programa caro aos nordestinos.



Afirmou, de resto, que o Nordeste, "protagonista do Brasil", contribuiu de maneira decisiva para a superação da crise financeira internacional.



Segundo ela, mercê do “novo padrão de desenvolvimento” adotado sob Lula, “o crescimento do comércio varejista veio a taxas asiáticas” no Nordeste.



Testemunharam a homenagem à candidata o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e o ex-ministro petista da Previdência, José Pimentel.



Pimentel é protagonista de uma desavença local. Reivindica a posição de candidato ao Senado na chapa do governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro.



Candidato à reeleição, Cid torce o nariz para Pimentel. Prefere celebrar uma aliança informal com o tucano Tasso, candidato à reeleição para o Senado.



Tasso faz o que pode para converter a viagem de Dilma em crise. A ele interessa indispor o PT com o PSB. Quanto mais faíscas, melhor.



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- Em tempo: A proposta de concessão do título de cidadã de Fortaleza a Dilma foi apresentada no ano passado. Gerou grande polêmica na Câmara de Vereadores.



O petismo propusera que a mesma honraria fosse estendida à senadora Marina Silva. Porém, depois que Marina trocou o PT pelo PV, a idéia foi subitamente arquivada. Vai abaixo um vídeo de outubro de 2009.



Assistindo-o, você terá uma idéia da encrenca que precedeu a homenagem a Dilma.

Escrito por Josias de Souza às 23h05

terça-feira, 9 de março de 2010

Tasso negocia com Cid e deixa Serra ‘a pé’ no Ceará


Sérgio Lima/Folha
Às voltas com a necessidade de reeleger-se para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) negocia no Ceará um acordo com o governador Cid Gomes (PSB).



Irmão do multicandidato Ciro Gomes (PSB), velho aliado de Tasso, Cid tenta empurrar o senador tucano para dentro de sua chapa reeleitoral.



Um problema para José Serra, que ficaria sem um palanque no Ceará. O de Cid está reservado para Dilma Rousseff e, talvez, para Ciro.



Um problema também para PT e PMDB, que esperavam indicar os dois candidatos a senador na chapa de Cid.



O nome do PT é José Pimentel, ministro da Previdência. O do PMDB, Eunício Oliveira, deputado e ex-ministro das Comunicações.



Prevalecendo Tasso, um dos dois –Pimentel ou Enício— vai sobrar. Abespinhado, o petismo cearense já fala até em lançar candidato próprio.



Presidente Estadual do PT, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, descarta a hipótese de freqüentar o mesmo palanque de Tasso.



Luizianne avisa: “Se for o caso, acho que o partido tem outros nomes para cumprir essa tarefa [de disputar o governo]”.



Há cerca de dois meses, reunido com Tasso em São Paulo, Serra encarecera ao senador que concorresse, ele próprio, ao governo cearense.



Tasso refugara o apelo. Mas comprometera-se a providenciar um candidato tucano. Dissera que empinaria o nome de um empresário.



Na última sexta-feira, numa aparição na cidade cearense de Sobral, berço da família Gomes, Tasso parecia bem distante do senador de dois meses atrás.



Em conversa com repórteres, Tasso recobriu Cid Gomes de elogios. Inquirido, disse que o goverandor do PSB merece ser reeleito.



Rendido às conveniências regionais de seu cacique cearense, o PSDB nacional parece já se ter conformado.



Integrante do grupo de Aécio Neves, o secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), declarou:



“Nós seguiremos o que o Tasso decidir. Ele é a liderança cearense”. Pobre Serra.



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Escrito por Josias de Souza às 06h40

sábado, 6 de março de 2010

Chilena Cencosud compra rede de supermercados de Fortaleza

SANTIAGO (Reuters) - O grupo varejista chileno Cencosud informou nesta sexta-feira que acertou a compra da rede Supermercados Família em Fortaleza por 33,1 milhões de dólares.

A Cencosud disse em nota ao mercado que a Supermercados Família opera quatro lojas e um centro de distribuição, com previsão de vendas de 140 milhões de dólares para 2010.

"Espera-se que esta nova aquisição tenha um efeito favorável nos resultados consolidados da Cencosud, sem que possam ser quantificados com precisão nesta data", afirmou.

A Cencosud tem negócios de supermercado, lojas de departamento e centros comerciais no Chile, na Argentina, no Brasil, na Colômbia e no Peru.

(Reportagem de Rodrigo Martínez)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Apadrinhado de Tasso, ex-presidente do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) na gestão FHC, é condenado pela J. Federal por improbidade administrativa




A Justiça federal condenou, por improbidade administrativa, Byron Costa Queiroz, ex-presidente do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) na gestão FHC.



Apadrinhado do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Byron foi condenado, junto com outras cinco pessoas, a ressarcir prejuizos estimados em mais de R$ 7 bilhões.



Levada à página do Ministério Público na web, a notícia chega em má hora para Tasso Jereissati.



Justamente no instante em que o nome do senador frequenta o noticiário como alternativa de vice para o presidenciável tucano José Serra.



Chama-se Alessander Sales o procurador da República autor da ação que resultou na condenação do apadrinhado de Tasso.



Ele acusara Byron e outros cinco ex-gestores do BNB (três diretores e dois superintendentes) de improbidade administrativa.



Os malfeitos referem-se ao período de 1997 a 2000. Coisas assim, segundo a sentença judicial:



1. Rolagem de dívidas sem qualquer tipo de análise técnica. Vencidos e não pagos, os débitos não eram provisionados como créditos podres.



2. Manutenção de mais de mais de 20 mil operações vencidas em prazo superior ao permito pelo Banco Central (360 dias).



3. Rolagem em bloco de diversas operações de crédito, sem a necessária formalização.



4. Má gestão do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste). Recursos externos do fundo eram repassados sem formalização e dívidas atrasadas deixavam de ser reclassificadas. Com isso, tornava-se impossível aferir a situação dos devedores inadimplentes com o banco.



Além de dividir com os outros cinco condenados os prejuízos causados ao BNB, Byron foi condenado à perda dos direitos políticos por oito anos e multa de R$ 200 mil.



Os demais acusados são: Ernani Varela, Osmundo Rebouças e Raimundo Carneiro, que integravam a diretoria do Banco do Nordeste...



...E dois ex-superintendentes da instituição: Antônio Arnaldo de Menezes (área Operacional) e Marcelo Pelágio (setor Financeiro).



Aos diretores, a Justiça impôs o ressarcimento solidário dos prejuízos de R$ 7 bilhões, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e multa de R$ 100 mil cada um.



Aos superintendentes, além do ressarcimento e perda dos direitos políticos por cinco anos, multa de R$ 70 mil cada um.

Escrito por Josias de Souza às 18h15



A Justiça federal condenou, por improbidade administrativa, Byron Costa Queiroz, ex-presidente do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) na gestão FHC.



Apadrinhado do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Byron foi condenado, junto com outras cinco pessoas, a ressarcir prejuizos estimados em mais de R$ 7 bilhões.



Levada à página do Ministério Público na web, a notícia chega em má hora para Tasso Jereissati.



Justamente no instante em que o nome do senador frequenta o noticiário como alternativa de vice para o presidenciável tucano José Serra.



Chama-se Alessander Sales o procurador da República autor da ação que resultou na condenação do apadrinhado de Tasso.



Ele acusara Byron e outros cinco ex-gestores do BNB (três diretores e dois superintendentes) de improbidade administrativa.



Os malfeitos referem-se ao período de 1997 a 2000. Coisas assim, segundo a sentença judicial:



1. Rolagem de dívidas sem qualquer tipo de análise técnica. Vencidos e não pagos, os débitos não eram provisionados como créditos podres.



2. Manutenção de mais de mais de 20 mil operações vencidas em prazo superior ao permito pelo Banco Central (360 dias).



3. Rolagem em bloco de diversas operações de crédito, sem a necessária formalização.



4. Má gestão do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste). Recursos externos do fundo eram repassados sem formalização e dívidas atrasadas deixavam de ser reclassificadas. Com isso, tornava-se impossível aferir a situação dos devedores inadimplentes com o banco.



Além de dividir com os outros cinco condenados os prejuízos causados ao BNB, Byron foi condenado à perda dos direitos políticos por oito anos e multa de R$ 200 mil.



Os demais acusados são: Ernani Varela, Osmundo Rebouças e Raimundo Carneiro, que integravam a diretoria do Banco do Nordeste...



...E dois ex-superintendentes da instituição: Antônio Arnaldo de Menezes (área Operacional) e Marcelo Pelágio (setor Financeiro).



Aos diretores, a Justiça impôs o ressarcimento solidário dos prejuízos de R$ 7 bilhões, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e multa de R$ 100 mil cada um.



Aos superintendentes, além do ressarcimento e perda dos direitos políticos por cinco anos, multa de R$ 70 mil cada um.

Escrito por Josias de Souza às 18h15

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ciro: ‘Clima de Fla-Flu partidário é ruim para o Brasil’


Foi ao ar há pouco, no horário nobre da TV, a propaganda institucional do PSB. Dez minutos estrelados por Ciro Gomes.

Num esforço para consolidar a candidatura presidencial de Ciro, o PSB converteu-o numa espécie de âncora da peça publicitária.

Ciro liga sua imagem à de Lula: “Nos últimos 7 anos, sob liderança extrarodinária do presidente Lula o nosso Brasil conquistou grandes avanços”.

Cita “a política de aumento real do salário mínimo, a ampliação do crédito popular e o Bolsa Família”.

Sem citar José Serra e Dilma Rousseff, recorre a uma imagem futebolística para criticar a polarização que empurra a sucessão para um embate entre PSDB e PT.

“Esse clima de Corinthians e Palmeiras, de Fla-Flu paridário, que leva o cidadão eleitor a votar no paritdo A com medo do partido B não pelas suas propostas, e vice-versa, é ruim para o Brasil e muito arriscado para o projeto que estamos construindo”.

Em linguagem cifrada, Ciro fustiga os outros partidos que compõem o consórcio governista. Insinua que o PSB é mais leal ao presidente do que os outros:

“Eu e o meu partido [...] semnpre estivemos firmes ao lado desse projeto liderado por Lula, principalmente nos momentos mais dificies...”

“...quando muitos que hoje se dizem amigos de Lula ou atrapalhavam, se escondiam, ou faziam de tudo para derrubá-lo”.

No miolo da peça, Ciro faz um passeio pelas três vitrines estaduais governadas pelo PSB; Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

No encerramento da propaganda, mais Ciro. Nada de plebiscito para comparar o passado tucano ao presente petista. O “âncora” do PSB convida o eleitor a mirar o futuro:

“Não podemos discutir o Brasil como se existisse apenas o passado e o presente. O PSB se apresenta a você como a opção do futuro”.

Ciro renovou, com nova roupagem, a crítica à aliança PT-PMDB. Em entrevistas, dissera que a união escora-se em acordos de “moral frouxa”. Na TV, edoçou o discurso:

“O PSB sabe, humildemente, que só se governa com alianças. Mas acreditamos que as alianças podem e devem ser mais íntegras [...].”

Mais cedo, o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), dissera que, se depender da vontade de Lula, Ciro disputará o governo de São Paulo, não a presidência.

Levado às manchetes como alternativa do PT e do Planalto à disputa paulista, Mercadante disse que Lula não pediu a ele que reveja o plano de disputar a reeleição ao Senado.

Para São Paulo, "o nome que ele [Lula] sinalizou é o do Ciro Gomes", disse Mercadante.

Escrito por Josias de Souza às 20h34